11 de Novembro

Os 3 da 6+1: Até ia congratular-nos por conseguirmos ser um dos poucos blogs que não se puseram aí a falar do Obama, mas acho que este post estragou tudo…

Facção “vocês”

Já vi algumas pessoas preocupadas com o estado da economia a nível global e com medo que aconteça qualquer coisa meio catastrófica tipo um crash da bolsa ou assim. É um medo compreensível, mas eu cá não estou minimamente preocupado, que já tenho tudo pensado muito à frente.

Passo a explicar: na eventualidade de acontecer mesmo uma quebra total da economia, é altamente provável que a política global derrape para extremismos tipo comunismo capitalista, ou fascismo coiso, ou algo assim. E este tipo de extremismos, por sua vez, leva a uma outra consequência que é a guerra global de uns com os outros, à qual não faltarão umas bombinhas atómicas e afins. E onde é que estou eu no meio disto tudo? Com a valiosa experiência que adquiri no quase-apocalipse da greve dos camionistas, saberei dirigir-me ao supermercado mais próximo para comprar latas de atum, e depois aguento-me fechado num buraco qualquer a comer atum até que a radiação baixe para níveis subletais. Então, saio de novo para a cidade agora transformada em deserto nuclear e arranjo umas armas artesanais para o caso de precisar delas quando for tomar de assalto o hospital. Porquê o hospital? Porque tem muitos recursos médicos e farmacêuticos valiosos, muito espaço e muitas camas, e pela altura a que se ergue, a par com um bom conhecimento da sua arquitectura labiríntica, torna-se muito defensável contra os ataques dos raiders do deserto com cabelo meio rapado meio espetado, semi-vestidos em roupas de cabedal amaricadas, a abanar espingardas serradas em cima dos seus buggies artilhados de motosserras. A partir do momento em que controle o hospital já posso reunir a minha facção para montar um quintal e essas coisas necessárias para a auto-sustentabilidade ao mesmo tempo que exploramos as ruínas da cidade e tiramos o combustível dos automóveis ainda não totalmente destruídos que formos encontrando. Este servirá para garantir a continuada função das equipas de exploração e dos geradores que darão energia ao hospital para funções indispensáveis e tal e coisa. Entretanto o crescimento sustentado da facção irá evoluir num foco de repovoação que dará luz à primeira metrópole pós-apocalíptica do planeta, tornando Portugal no centro do Novo Mundo, e viveremos felizes para sempre.

Por isso, lanço desde já o apelo para que se juntem à facção que irá restaurar um mundo perdido, é graças a “vocês” que tudo se tornará possível! Inscrevam-se! Querem um novo mundo? Facção vocês!