Prometido é devido

No post d’O Pioneiro de Bolonha, contraí uma dívida para com a Ni, que consistia em deixar aqui um poema de agradecimento. Vim agora pagar a dívida, não numa de “que raio, detesto dever coisas” mas antes, numa de “ =) ”. És bué fixe, Ni!

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Obrigado, irmãos

A Sinai e os seus colegas acabaram o curso de enfermagem, e seguindo as tradições académicas foi hoje feita a Eucaristia de Encerramento para o comemorar. Fui na companhia da Vânia assistir a este momento, e ao entrar naquela igreja nunca imaginei como me iria sentir à saída…

Cheguei atrasado, e o padre já falava quando entrei e tive que ficar de pé por não haver lugares. Esses primeiros momentos foram para mim como outra missa qualquer, mas depois começaram a cantar, como costume. Eu conhecia bem a música, dos meus tempos de escuteiro, e comecei a cantar também… E, logo no segundo verso, fiquei com a voz embargada, senti-me muito estranho e comecei a chorar. Atenção, notem que feliz ou infelizmente eu sou uma pessoa que chora muito muito raramente. A última vez que chorei antes desta foi no dia 18/09/2007, e antes dessa em 08/08/2004 (de felicidade, no fim de uma actividade escutista). Dou-vos esta achega cronológica para sublinhar como o choro deve ser interpretado aqui não como algo banal, mas como o marcador de algo realmente importante na minha vida.

E pronto, chorei com o mínimo estardalhaço que consegui, contive-me com força e sequei as lágrimas quando a música acabou. Depois continuou a missa e começaram a cantar outra vez. E então chorei baba e ranho, de tal forma que tive que sair da igreja para me recompor, e depois de voltar a cena ainda se repetiu mais uma vez.

— Entrei para o movimento escutista com 6 anos de idade, e fui forçado a desistir no início deste ano escutista por ser impossível conciliar o escutismo activo com a vida académica. Foram, assim, 15-16 anos da minha vida, um pouco mais que 3/4 do seu total, que vivi como parte dessa grande fraternidade, onde dei e recebi como irmão, onde cresci, onde tanto aprendi e recebi tanta bagagem e valores que trago para a vida. Sou uma pessoa feliz, e (não esquecendo nunca a fantástica família que tenho em casa) posso dizer que ser escuteiro contribuiu muito para isso. —

Pois bem, hoje a primeira vez que ouvi cantar assim músicas comuns às que cantávamos nas actividades e fogos de conselho e sábados sem reunião, e não consegui caber em mim mesmo de saudades e nostalgia e recordações tão tão boas, tão tão doces, mas que sei que nunca mais voltarei a viver da mesma maneira, pois só hei de ir a mais uma actividade, apenas: a minha Partida.

… mas eu não quero partir.

Obrigado

A Internet é enorme.

E o nosso blog nesta interminável blogosfera sem fim, é praticamente uma agulha num palheiro assassino infernal do inferno. Que, como devem imaginar, é muito mais assustador que um palheiro qualquer.

Face a esta constatação, o nosso humilde Os 3 da 6+1 teria razões para se sentir pequeno, reles e largamente insignificante – mas em vez disso, sentimo-nos grandes (pronto, reles também, vá lá). Porquê? Porque é que neste desesperante salto para o vazio sabemos que iremos triunfar?

É por causa de vocês. Vocês que nos vão visitando de vez em quando para ler as novidades parvas que lá vamos oferecendo. Que acompanham a nossa jornada de crescimento num agreste ambiente de desinteresse e oblívio. Que, ao fazê-lo, nos dão força.

Por isso, queremos agradecer-vos por nos lerem, por nos acompanharem. E queremos deixar um agradecimento especial para quem nos deixa comentários, que são a dose XL de pujança e reforço ao ego de quem bloga. Por isso, obrigado Nela, PattyQ, Miguel/Nobre, ana brito, leonel, Tina, Isabel, Löba, Tony, Cash, Pedro (Jesus), Bá, morgan, Vânia, e helena.

Espero que continuem a deambular por este estranho espaço espalhaço, e que continue a ser uma experiência que valha a pena comentar.

Até mais.