Divagar

Hoje li uma pequena obra literária genial que, por ser genial, me fez pensar e me levou a reflectir sobre a minha vida. Apercebi-me (já há muito, aliás) que o mundo funciona de uma maneira tal que nos deixamos perder tantas coisas, tantas partes de nós que julgaríamos essenciais quando as tínhamos, e conseguimos continuar a ser felizes. E, no fundo, se podemos ser felizes, não interessa realmente se as perdemos ou não. Embora seja sempre uma perda, dê por onde der.

(amanhã é a partida do Flávio, e eu vou obviamente estar lá. …ainda não fiz a minha. Será que alguma vez a farei?)

(descobri que o Nelson resolveu, quase com Direito no fim, tirar outro curso diferente do qual gosta mais. Mudou de vida e acho que invejo isso. Não porque queira ou precise de mudar também, estou muito bem como estou, mas porque é algo de que, se eu o tivesse feito, decerto me gabaria.)

(sinto falta de escrever da maneira que escrevia antes.)

2 Respostas to “Divagar”

  1. Nelson F. Coelho Says:

    Apanhei agora este teu texto às quatro e tal da manhã. Só para dizer que tu nunca podes mudar de vida. Apenas podes vencer as probabilidades e desbastar terreno. To boldly go where no man has gone before como dizia há pouco o genérico do Star Trek. E isto é mais uma questão de perspectiva. Se calhar estar aqui a escrever estas linhas já se encaixa nessa senda de invulgaridade. Não sei. Só sei que a minha vida muda todos os segundos, como constataria o Heraclito, pois somos escravos da mudança que passa por nós impune e sarcástica. Como que a sorrir. Porque não sorrir de volta? Mas isto são divagações. Se calhar preciso de um blog. Se calhar preciso de jogar poker. Mas isso de meter dinheiro numa mesa por pura diversão faz-me pensar quão evanescente é a nossa moralidade ocidental. Gostaria mais de apostar em mim, num projecto de vida. Acho que vou apostar em postar este texto. Mas acho que se calhar preciso mesmo é de ir dormir. Não porque queira ou precise de dormir também, estou muito bem como estou, mas porque é algo que, se estivesse a fazer, decerto me gabaria. Citando o Pedro, claro! ;)

  2. helena mota Says:

    A felicidade pode ser o mero vislumbre de um arco-íris de contorno perfeito. Aparece deslumbrante e no minuto seguinte já lá não está. A sua imponência e deslumbrante recorte fazem-nos sentir bem, sorrir para o fundo de nós próprios.

    A perca é sempre relativa. A perca como a felicidade apenas dura um momento. Nada nem ninguém se perde. Apenas encontros e desencontros acontecem nas nossas vidas. Sonhamos. Vivemos. Morremos. Renascemos outra vez a cada despertar.

    Nada do que somos verdadeiramente se perde. Tudo o que faz sentido se guarda. O resto continua lá, mas esbatido, na luz branca em que se diluem todas as cores do nosso arco- íris interior.


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