11 de Fevereiro

O que é que acontece se juntarmos o Tiopental com a Tizanidina?

– Ganhamos um Pri(mo)mário. Talvez.

(Tenho de parar de estudar farmaco… rapidamente)

Obrigado, irmãos

A Sinai e os seus colegas acabaram o curso de enfermagem, e seguindo as tradições académicas foi hoje feita a Eucaristia de Encerramento para o comemorar. Fui na companhia da Vânia assistir a este momento, e ao entrar naquela igreja nunca imaginei como me iria sentir à saída…

Cheguei atrasado, e o padre já falava quando entrei e tive que ficar de pé por não haver lugares. Esses primeiros momentos foram para mim como outra missa qualquer, mas depois começaram a cantar, como costume. Eu conhecia bem a música, dos meus tempos de escuteiro, e comecei a cantar também… E, logo no segundo verso, fiquei com a voz embargada, senti-me muito estranho e comecei a chorar. Atenção, notem que feliz ou infelizmente eu sou uma pessoa que chora muito muito raramente. A última vez que chorei antes desta foi no dia 18/09/2007, e antes dessa em 08/08/2004 (de felicidade, no fim de uma actividade escutista). Dou-vos esta achega cronológica para sublinhar como o choro deve ser interpretado aqui não como algo banal, mas como o marcador de algo realmente importante na minha vida.

E pronto, chorei com o mínimo estardalhaço que consegui, contive-me com força e sequei as lágrimas quando a música acabou. Depois continuou a missa e começaram a cantar outra vez. E então chorei baba e ranho, de tal forma que tive que sair da igreja para me recompor, e depois de voltar a cena ainda se repetiu mais uma vez.

— Entrei para o movimento escutista com 6 anos de idade, e fui forçado a desistir no início deste ano escutista por ser impossível conciliar o escutismo activo com a vida académica. Foram, assim, 15-16 anos da minha vida, um pouco mais que 3/4 do seu total, que vivi como parte dessa grande fraternidade, onde dei e recebi como irmão, onde cresci, onde tanto aprendi e recebi tanta bagagem e valores que trago para a vida. Sou uma pessoa feliz, e (não esquecendo nunca a fantástica família que tenho em casa) posso dizer que ser escuteiro contribuiu muito para isso. —

Pois bem, hoje a primeira vez que ouvi cantar assim músicas comuns às que cantávamos nas actividades e fogos de conselho e sábados sem reunião, e não consegui caber em mim mesmo de saudades e nostalgia e recordações tão tão boas, tão tão doces, mas que sei que nunca mais voltarei a viver da mesma maneira, pois só hei de ir a mais uma actividade, apenas: a minha Partida.

… mas eu não quero partir.

O Pioneiro de Bolonha

“O Pioneiro de Bolonha” tem vindo a ser o meu nick do messenger desde há uns tempos, e eu andei aqui a angariar leitores com promessas desleais de histórias mirabolantes, mas como já gastei o trunfo de não me dar ao trabalho com A história da magnífica lasanha entornada sem fim, que por acaso até era mesmo mirabolante, agora calha-me ter que contar o porquê de me auto-intitular O Pioneiro de Bolonha.

Só que ao contrário d’A história da magnífica lasanha entornada sem fim, esta não tem grande mirabolância. É mais para me gabar: É que enquanto os meus queridos colegas de curso, que eu espero que estejam a ler agora, andam aí pelas ruas da amargura do estudo sem fim, eu cá já estou de férias há duas semanas! É que já nem sei o que hei de fazer ao ócio desta maravilhosa vida de diletante, eh eh eh.

Claro, estou para aqui a brincar com a situação mas na verdade não foi fácil, e tive o meu mérito… Não é qualquer um que em verdade pode dizer que fez 7 exames em 5 dias, todos de seguida! (Ah vocês pensaram que eu tinha parado de me gabar quando mudei de parágrafo?)

Pois bem, posso dizer que correu bem, tirei notas de acordo com as minhas expectativas, e tudo isso à parte sou um tipo feliz! Que mais poderia querer, …além de longas férias?

Espero que também corra bem a todos vocês e que esse vosso sofrido estudo tenha frutos. Boa sorte malta, estou a torcer por vós!

Sabias que…

de que eu tenha conhecimento, houve pelo menos mais duas pessoas, como eu, fizeram os exames todos na primeira chamada? São elas a Ana Maria e a Ana Filipa (que também foi a exame de epidemiologia, como se não bastasse o resto). Parabéns para elas!

me enganei a escrever o título deste post e por pouco não ficou “O Pioneiro de Bolinha”?

aquele link para A história da magnífica lasanha entornada sem fim é terrivelmente redundante?

fico a dever uma à Ni, e talvez o próximo post que eu prometo para continuar a forçar a continuidade do blog seja um poema, em agradecimento? Quem sabe, se eu não me esquecer…