Johnie Colheradas: A lenda do Oeste.

“Johnie Colheradas era o mais rápido do Este e do Oeste. Não havia ninguém capaz de comer tantos Golden Grahams como ele em tão pouco tempo. Muitos sucumbiram perante a rapidez de Johnie Colheradas. De manhã, ninguém se atrevia a desafiá-lo porque se o Johnie se irritava, era o fim da picada. Até que um dia veio um forasteiro com uma boca tão grande que parecia uma caverna e comeu o Johnie Colheradas. A vida é assim…”

– Autor desconhecido, retirado do verso de uma caixa de Golden Grahams

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Pre-release: Eventide

Como já tínhamos feito com Shadowmoor, mais uma vez aceitámos o convite do Jesus para passar o fim de semana na sua casa em Caminha, com o Sábado reservado ao pré-release de Eventide. Começa-me a cheirar, no entanto, que o torneio começa a ser pretexto, e o fim de semana a motivação real – é sempre uma maravilha passar uns dias em casa do Jesus. Joga-se Magic, joga-se WarRock no computador (a ponto de termos aproveitado para criar o nosso clã, Anticorpo), joga-se na consola, joga-se Roborally, joga-se, joga-se, joga-se. Até parecia que não era só eu que estava de férias. E desta vez tivemos o bónus de ser Verão, o que por duas vezes nos convidou a um mergulho na piscina! Ah, vida boa.

O pré-release em si foi também extremamente positivo, com o Miguel a alcançar o 3º lugar em 27 participantes, que o Marvin só não lhe roubou porque deixou um jogo ir a turnos e empatou, quando ganharia no turno seguinte. Mas também, o Marvin teve a melhor pool do mundo, e o deck dele até em piloto automático ganhava. Ficou com um honroso 6º lugar que, diga-se de passagem, é um resultado melhor do que eu alguma vez obtive. Parabéns aos dois!

Já eu e o Jesus tivemos ou pools miseráveis, ou um azar fenomenal. Acabámos os dois com 2 rondas ganhas e 3 perdidas, e miraculosamente fiquei-lhe um lugar à frente, só para o chatear.

O saldo deste fim de semana é muito, mas muito positivo, representando para mim uma amostra perfeita da vida de diletantismo que eu gostaria de levar. E por isso, não podia deixar de agradecer imenso aos pais do Jesus, e à sua porreiríssima irmã Catarina.

Talvez em Outubro se repita.

EDIT: vejam também os comentários para a perspectiva do Marvin quanto ao fim de semana.

Geocaching

Lá estou eu outra vez a falar de coisas que não são aquelas a que o blog originalmente se propôs, mas como aparentemente vocês que nos lêem gostam de conteúdo novo, e isto até tem eventual potencial de se tornar um tópico recorrente, fico com a consciência tranquila.

Para quem não sabe o que é geocaching, deixem-me que comece por vos dizer: Azar o vosso. Procurem.

Para quem sabe o que é o geocaching, assim como para quem procurou, só tenho a dizer que foi uma manhã bestial. Já tinha encontrado 3 caches antes sem GPS, mas todas acompanhado por quem sabia ou com ajuda, por isso esta foi praticamente como uma primeira vez. Comecei por ir à procura no Pombal do Rei e o GPS automóvel que a minha irmã me emprestou conseguiu levar-me exactamente ao sítio onde ela estava, foi fácil encontrá-la com dois minutinhos a procurar. Todo orgulhoso, fiz-me à cache do Ponto Novo e andei lá feito n00b durante meia hora ou mais, vasculhei lixo até dizer chega, e consegui não encontrar nada. Desisti, engatei para S. Pedro e fui procurar a cache PC14 – Terrinha Encantadora, onde mais uma vez andei feito barata tonta a procurar à toa sem ter o mínimo olho para o tipo de local onde deveria esperar encontrar uma cache. Aprendi o que é falta de experiência e perspicácia, e também a coordenada desviada uns metros, porque só depois de ir ao Café Central pedir ao Anthony umas dicas muito específicas é que a encontrei. Num instante. (haja saber procurar!)

Aproveitei a proximidade para, logo ali ao lado, ir procurar a cache PC13 – Sem Comentários II, mas havia movimento nas redondezas e, não querendo chamar a atenção, fui embora.

No caminho de regresso tinha planeado ainda fazer a cache da Ponte do P e a do Vale da Felícia, mas como o caminho passava outra vez pelo Ponto Novo, regressei lá para ir ver o primeiro ponto da multi-cache, que o Toni gentilmente me tinha indicado, e que é mesmo mesmo ao pé de onde andei a escarafunchar quando lá passei a primeira vez sem ter visto nada. As coordenadas da cache final significaram uma descida radical pelo monte abaixo para depois ver que o GPS não estava muito orientado com o local exacto da cache, e eu também não estava bem equipado para explorar, pois corria o risco de me aleijar ou, pelo menos, sujar à séria. Pela segunda vez no mesmo dia desisti da cache e segui rumo à Ponte do P. Esta, foi um mimo. Cheguei lá e parecia que tinha um íman (a cache, curiosamente, tinha 3): fui lá direitinho, e TNLNSL.

Foi uma manhã muito fixe, em que transpirei copiosamente, sujei-me todo, arranjei uns arranhões e redobrei o interesse pela coisa. Aconselho vivamente a todos! Talvez entretanto seja louco o suficiente para comprar um GPS. Se o fizer, começo a vir aqui contar aventuras mais vezes.

Mais info em www.geocaching.com e para quem quer perceber o que se passou na Ponte do P, Geolex

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Aviso

De acordo com o postulado no hiato, serve este post para informar que foi postada qualquer coisa nova no blog.

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Neopalavrismos

Chegou até nos mais do que uma reclamação formal acerca da extensão já demasiado prolongada do hiato. Porque, dizem, afinal é chato estar a vir constantemente ao blog para não encontrar nada novo, abrir sempre a mesma página chata com uma pauta qualquer que não interessa a ninguém. Dizem que querem conteúdo, que querem mais deste sumo para o pensamento que só nós sabemos engendrar, que querem mais acesso aos mistérios dos fundilhos disto tudo que é… coiso, o que nós fazemos.

Pois bem, deixem-me então que vos diga, se é assim que pensam: Passou-vos algo ao lado! Algo de filosoficamente superior e mais significativo num contexto global! Passou-vos ao lado aquela percepção importante de que nem só o conteúdo tem significado, pois o silêncio fala numa língua etérea. Pois é, o silêncio, a falta de novos posts, a ausência de algo novo, é em si uma mensagem que vos passámos, embora talvez vo-la tenhamos passado ao lado. Sejam perspicazes! Encontrem o significado no vazio! Transformem-no, modelem-no, construam-no para perceber qual é a “big picture” que vai para além das palavras velhas e gastas no vosso ecrã, agarrem na realidade vã e façam dela algo mais com a criatividade do vosso intelecto enorme! E depois, façam disso uma disciplina de vida, uma arte para a qual depois terão súbditos, a quem poderão ensinar tudo. A essa prática, chamem-lhe transfiguro-imaginoformação alterno-realisticista, e passem a palavra ao mundo todo! Espalhem-na pelas massas, para que se conglomerem no nosso blog e se iluminem, na resplandecência destas palavras tão giras que temos estado a usar!

Vão, súbditos nossos, vão, e espalhem a nossa visão! E depois, deixem-nos fazer o nosso hiato à vontade, porque estamos de férias e queremos é descanso.