Pauta de imagiologia

Dado que consegui passar lá com a máquina fotográfica, aproveito e disponibilizo aqui para vos facilitar o acesso. O wordpress corta as fotos por causa da resolução do ecrã. mas cliquem com o botão direito do rato, gravem a imagem, e depois abram no vosso PC, que já a vêm toda.

(este post é meramente informativo, por isso não conta para efeitos do que foi dito no hiato)

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Hiato

Bem sei que já lá vai imenso tempo desde a última actualização a este blog, mas que havemos de fazer? O blog é primariamente dedicado a contar as nossas aventuras e desventuras nesta casa, mas em época de exames… Não fazemos nada! Andamos a estudar, lemos livros, estudamos, lemos apontamentos, vamos estudando, lemos sebentas, praticamos o acto do estudo, sublinhamos coisas, e pronto pouco mais. Tirando jogar computador, ver televisão, jogar Magic, conversar sobre assuntos irrelevantes, andar à deriva na internet, jogar computador e arranjar desculpas para procrastinar por forma adiar mais um bocado o estudo.

Assim, a nossa vida é uma pasmaceira, que poderíamos ter para contar? É que nem conseguimos oferecer grandes pensamentos da semana, porque se for tentar pensar em alguma coisa, lá está, androgenosteróides foi a primeira que me veio à cabeça. Não vale a pena. Mas vão dando saltos aqui ao blog, que quando postarmos alguma coisa nova, postamos a avisar que postámos.

Até lá, bom estudo!

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Mr. Fortune

Já conhecia este vídeo há muito tempo, e já o tinha esquecido entretanto. Mas hoje, quando estava quase a adormecer devido ao torpor do estudo, tive uma vontade enorme de “revisitá-lo” e fui surpreendido pelo prazer que me isso me trouxe.

Há algumas razões pelas quais eu gosto muito deste vídeo, para além da excelente animação e da boa música, que se prendem com a interpretação que eu faço dele, que pelos vistos, na opinião de algumas pessoas, é surpreendentemente elaborada. Por isso é que resolvi vir aqui partilhá-la: e para vocês, qual é a vossa visão sobre este clip?

Vejam e interpretem primeiro, leiam o resto do post só depois, para que a minha opinião não influencie a vossa.

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Antes de começar, deixo só a nota de que tendo visitado o site do autor, descobri, tal como já desconfiava, que aquele bonequinho branco se chama Mr. Death.

O vídeo começa com o aparecimento do Mr. Fortune na varanda de um prédio claramente velho e degradado, pobre e supostamente triste. No entanto, vemo-lo a sair, vibrante, cheio de uma felicidade musical que se nota ser constitutiva e não apenas momentânea. Ele caminha, satisfeito, por uma cidade sem muita cor, mas leva sempre um sorriso aberto na cara. Quando se senta, antes de pegar na guitarra, olha para o céu e sorri, reparando na beleza simples e discreta de um detalhe citadino, em que certamente mais ninguém reparou. E então, ele toca. Toca uma música que é simples, humilde, sem quaisquer pretensões, e ainda assim é muito bela. As pessoas passam por ele, depressa, decerto com um caminho determinado, ocupadas com alguma coisa que procuram, mas o Mr. Fortune sem ambições vãs tem tempo para apreciar e viver algo simples como o é a música, que não se importa de partilhar. No fim tem moedas aos seus pés, mas ignora-as a favor de um novo olhar para o sol.

Depois, há uma transição de cena e vêm-se as ondas do mar a rebentar, cada uma delas forte e bonita mas efémera pois no auge da sua existência é quando termina, irremediavelmente, como todas as ondas terminam para dar lugar à próxima (esta visão eu já a tinha, já escrevi sobre esta metáfora). Lá está o Mr. Fortune, apreciando mais um cenário de beleza, e de repente, de uma cena para a outra, súbita, sem aviso (tirando talvez aquela aparição mais cedo aparentemente inócua e que eu não soube interpretar), a morte. Esta chegada da morte, este confronto, este choque rouba ao Mr. Fortune o seu sorriso e a sua vibrância e ele pára por um momento, terá dúvidas, terá medo, estará triste? Mas eis que, e é aqui que eu o invejo para além de todos os limites, ele a aceita, recebendo a morte com o mesmo sorriso que dedicou à vida. Juntos, olham mais uma vez para as ondas, para a beleza do ciclo do mar, da vida. Quando o Mr. Fortune desaparece, desaparece também aquela música que o caracterizava, mas o som não acaba. Continua a batida de fundo, imutável, inabalável, como continuam a chegar novas ondas do mar. É a vida que continua.

Site do autor

06 de Junho

Os 00011 da 00110+00001: nós somos o kernel! IMHO!

FYI: este pensamento da semana (BNIB) contém alto nível de “nerdiçe”; se o compreendeu na integra, consutle o seu médico to debug.

(Ao som de “Daft Punk – Technologic”)