30 de Março

1s + a6O d3: Chuck Norris roundhouse kicked us.

O cu é discreto por natureza e cultura. Sem exagero, possui nobreza.

Recuemos então agora um pouco no tempo…

Época de exames de 2006/2007. Estava a estudar para Anatomia 1, mas precisamente, o canal anal. É então que lá no meio de valvas e criptas anais, e relatos curiosos de crises de hemorróides, me deparo com o magnífico termo: ‘Linha branca de hilton’. Googlei então, por curiosidade, tal expressão… Se pensar um pouco nos resultados que se poderia obter com tal busca, caríssimo leitor, talvez lhe surja a ideia das maninhas Nicky e Paris num qualquer tablóide dos ‘cámones’ noticiadas por um escândalo de cocaína e quiçá, um vídeo caseiro de um valente acto de fazer o amor. Mas não, nada disso aconteceu!
O que na verdade se apresentou, foi um artigo de um tal ‘cientista político’, de nome Jarbas Medeiros. Queira saber que este menino que “considera a questão do terrorismo mundial muito importante, achando o terrorismo, no entanto, inevitável. Acha que vai perdurar por décadas, com intensidade crescente. Já escreveu dois artigos sobre o assunto: “O Terror É a Solução?”, no jornal mineiro O Tempo de 12/12/2000, página 9, e na Caros Amigos de março do corrente ano, página 13, “O Terror na Ordem do Dia do Mundo” escreve um artigo intitulado:

“O senhor Cu – Um resgate histórico-cultural do cu; o cu é discreto e tem nobreza.

Nunca entendi muito bem o asco, o preconceito, a cisma e a ironia grosseira que a humanidade, de um modo geral, vem dedicando ao cu. Outras partes do corpo, que também se escondem sob vestes e roupas, como os seios femininos, as nádegas e o pénis, por exemplo, são via de regra mostradas e exibidas aqui e ali com grande prazer e júbilo, servindo mesmo como ilustrações e obras de arte e mitologia. Mas ao cu só se devotam desprezo e nojo. Gostaria, pois, navegando rio acima, de dar ao cu a dignidade, o respeito, o zelo, o cuidado e a importância que ele merece de todos nós. Um resgate histórico-cultural.

O cu é complexo. Mesmo desconsiderando as questões e os problemas vizinhos do colo ileopélvico, do sigmóide, do reto, do ponto crítico de Sudeck, da fita cólica distal, dos ramos epiplóicos, das colunas, válvulas e criptas de Morgani, que dão feição, encaixe, suporte e armação ao cu, ele é complexo. No aparelho esfincteriano, toda a circunferência do cu é ocupada pelo espaço perianal ou subcutâneo. O cu é a abertura para o exterior do canal anal. Quando fechado, tem o aspecto de fenda disposta no sentido ântero-posterior ou transversal e, quando aberto, o seu contorno é circular. Dois sulcos medianos aí se mostram: a rafe sacrococcígea e a rafe anobulbar ou ano-vaginal, na mulher. Segundo a descrição de Milligan e Morgan, o cu tem como limite superior o anel ano-retal, o ponto mais alto, e como limite inferior a linha anocutânea ou linha branca de Hilton.

O cu é também dotado de papilas, minúsculas saliências ovalares da mucosa, às vezes mesmo imperceptíveis. E por todos os lados o cu é circundado por rica rede vascular comunicante, espessada túnica muscular, constituída pelos feixes fibromusculares elásticos e fibras lisas, formando um complexo aparelho regulador da continência do cocô e dos peidos. No entanto, por mais complexo que seja o cu, ele é prazeroso e todos, no íntimo e no recato, o apreciam e valorizam.
O grande Freud, como se sabe, chegou a mencionar e a estudar o chamado estágio ano-retal ou fase anal, da criança, como um dos mais importantes na definição posterior de sua personalidade adulta.
Também para os que sofrem de incómoda e persistente prisão de ventre ou outros distúrbios gastrointestinais, quando o bolo fecal e os peidos chegam finalmente ao cu, depois de longo e penoso processo intestinal, experimentam (é o que se diz e comenta reservadamente) grande prazer e alívio, vivendo um dia de optimismo e alegria e com isso criando, à sua volta, um ambiente ameno e agradável no lar e no trabalho.

Existe ainda os que falam e exaltam, de público e alto e bom som, os prazeres combinados, de “mão dupla”, do cu, ou seja, das coisas que saem do cu mas também das coisas que entram no cu. […] Para estes, que cultivam eroticamente o cu, torna-se incompreensível, até certo ponto, desde que se deliciam com o coito anal, expressões ofensivas e agressivas vulgares do populacho, tais como “Vai tomar no cu!” […], ou que utilizam expressões pejorativas como o “cu do mundo” para significar um lugar feio, vergonhoso ou miserável. Como poderiam tais expressões ser verdadeiras, se o cu, afinal, é belo, é gostoso e só nos proporciona o bem e o agradável? – perguntam eles.

Por outro lado, o imaginário popular também utiliza o cu para exprimir sua profunda sabedoria quando usa expressões e provérbios tais como “Cu de bêbado não tem dono”, “Não se deve contar com o ovo no cu da galinha”, “Quando a merda der dinheiro, o cu do pobre entope”, “Quanto mais alguém se abaixa, mais lhe aparece o cu”, “Quem tem cu tem medo” etc. E o cu ainda tem a virtude de não ficar exposto por aí, como o rosto e outras partes do corpo humano, guardando-se e reservando-se sempre na intimidade de cuecas, calcinhas e paninhos. O cu é discreto por natureza e cultura. Sem exagero, possui nobreza.
Mas, de toda forma e por último, seja que apelido ou nome dermos ao cu, […] o certo é que todos nós muito devemos ao Senhor Cu, o qual em tudo é assim digno de nossa homenagem, louvor e gratidão. Viva o cu! Longa vida ao cu! Salve o cu!”

Creio que está tudo dito. Palmas, plamas!

“Smell this, Albert. See, I knew I shouldn’t have had the beans! Bring me my perfume.”

Mikarros

Qual é o único jogo que o Chuck Norris não ganha? É o Mikado, porque os paus tremem todos só de ele se aproximar.

Laserquest

Durante as férias, fomos ao laserquest para ver como era aquilo afinal, após ouvir tão boa publicidade de boca. Apesar da primeira impressão negativa pela baixa categoria das pinturas externas do edifício e do atraso na abertura, viemos de lá com vontade de regressar. Aquele jogo é mesmo porreiro, ao género de paintball mas que não suja nem aleija, e com a vantagem de se ficar com as pontuações todas registadas no fim. Apesar de, em 7 jogadores, eu ter ficado em 5º e 6º lugar nos dois jogos que jogámos, diverti-me imenso, transpirei copiosamente, e ganhei um regresso à borla. Alguém quer ir comigo?

Aqui fica o site, tão manhoso como as pinturas do pavilhão: Laserquest

E aqui, os resultados do primeiro jogo:

24 de Março

Os 3 da 6+1: o “RedBull dá-te asas”… nós não precisamos delas.

14 de Março

Os 3 da 6+1: mais um.

Ani*al

O Pedro às vezes escreve coisas mesmo parvas. Olhem esta:

” Aníbal

Às vezes, pelo simples prazer de pensar, em contraste a uma mente em branco, só mesmo para manter a mente ocupada, dou por mim a seguir linhas de raciocínio absurdas. Vou naquela do palavra puxa palavras, ideia puxa ideia, e começando a pensar em, digamos, cebolada, acabo por surpreender-me a pensar em, digamos, alfaiates, sem saber como lá cheguei (reparem que cebolada e alfaiates são exemplos meramente ilustrativos – não me lembro de alguma vez ter assim discorrido sobre eles). E depois, continuo a pensar e vou aterrando em mais conceitos totalmente estranhos, até que algo me interrompa. Ainda assim, e apesar de tão fútil como tantos outros entretens, gosto deste que é o pensar.
Também imagino frequentemente o desenrolar de conversas hipotéticas em situações que até poderiam ter acontecido, e sigo na minha cabeça os diversos rumos possíveis que essas conversas eventualmente levariam, até descobrir as formas perfeitas de retorquir para todas essas situações em que provavelmente nunca me encontrarei.
Outras vezes, fico-me pelas próprias palavras, sem sequer aprofundar ao que realmente jaz na sua significância, porque fazer trocadilhos, só porque sim, até é giro. Por exemplo, imaginem um cão, ou um coelho, ou um murganho. Tudo exemplos de um animal simpático, fofinho, agradável. Então, porquê chamar-lhe animal? Para reflectir a sua natureza, mais depressa lhes chamaria anibem que animal. A não ser que os haja muitos. Se em vez de ter apenas um bicho eu tiver mais, então lá está, tenho mais. Não faria sentido chamar-lhes animenos.

Pedro Silva
04/03/2008
03:24″

O meu comentário:

Albert, suicide me, please.