O Pedro às vezes escreve coisas mesmo parvas. Olhem esta:
” Aníbal
Às vezes, pelo simples prazer de pensar, em contraste a uma mente em branco, só mesmo para manter a mente ocupada, dou por mim a seguir linhas de raciocínio absurdas. Vou naquela do palavra puxa palavras, ideia puxa ideia, e começando a pensar em, digamos, cebolada, acabo por surpreender-me a pensar em, digamos, alfaiates, sem saber como lá cheguei (reparem que cebolada e alfaiates são exemplos meramente ilustrativos – não me lembro de alguma vez ter assim discorrido sobre eles). E depois, continuo a pensar e vou aterrando em mais conceitos totalmente estranhos, até que algo me interrompa. Ainda assim, e apesar de tão fútil como tantos outros entretens, gosto deste que é o pensar.
Também imagino frequentemente o desenrolar de conversas hipotéticas em situações que até poderiam ter acontecido, e sigo na minha cabeça os diversos rumos possíveis que essas conversas eventualmente levariam, até descobrir as formas perfeitas de retorquir para todas essas situações em que provavelmente nunca me encontrarei.
Outras vezes, fico-me pelas próprias palavras, sem sequer aprofundar ao que realmente jaz na sua significância, porque fazer trocadilhos, só porque sim, até é giro. Por exemplo, imaginem um cão, ou um coelho, ou um murganho. Tudo exemplos de um animal simpático, fofinho, agradável. Então, porquê chamar-lhe animal? Para reflectir a sua natureza, mais depressa lhes chamaria anibem que animal. A não ser que os haja muitos. Se em vez de ter apenas um bicho eu tiver mais, então lá está, tenho mais. Não faria sentido chamar-lhes animenos.
Pedro Silva
04/03/2008
03:24″
O meu comentário: 
“Albert, suicide me, please.“